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Lançando o terceiro álbum, NX Zero tem planos de carreira internacional

23/07 - 11:20
Camila Sayuri

A agenda dos cinco rapazes do NX Zero ficou ainda mais corrida e cronometrada. Desde o lançamento oficial do disco Agora, no último dia 8 de Julho, eles seguem uma rotina de entrevistas, visitas a rádios e a programas de televisão para divulgar seu terceiro álbum, o segundo produzido pela gravadora Arsenal. O grupo, que se tornou a banda de rock brasileiro mais famosa do momento, carrega a responsabilidade de manter o sucesso obtido com o CD NX Zero.

Apesar da prova de fogo, a banda parece não se preocupar. Foi a rápida aceitação do primeiro single do novo álbum, “Cedo ou Tarde”, que deu confiança aos rapazes.  "Tinha aquela pressão de ‘ou vai ou racha’. Estávamos nervosos na hora de lançar [o Agora], mas com o sucesso de ‘Cedo ou Tarde’ nos tranqüilizamos", afirma o vocalista Diego Ferrero, o Di. Os cinco integrantes do NX - Di, Gee, Fi, Caco e Daniel - conversaram com o iG no estúdio Midas, na zona norte da capital paulista.

Veja aqui a entrevista com o NX Zero em vídeo.

Segundo eles, Agora foi ensaiado e gravado em menos de um mês, em meio à correria da última turnê.  "Deu aquela insegurança, mas a gente falou: vamos lá fazer. Ficamos em casa ensaiando, vendo como eram as músicas, pensando em arranjo”, afirma o baixista Conrado Grandino, o Caco.  Segundo ele, o resultado do trabalho eles viam fazendo, gravando como se fosse a última versão. “Acho que por isso gostamos tanto de fazer esse CD", afirma Caco.

Diferente dos dois anteriores, o novo álbum traz músicas pesadas e baladas com violinos e piano. São 14 novas canções e uma regravação de “Apenas mais uma de amor” do Lulu Santos. Mesclando gêneros musicais, conta com participações do rapper Túlio Dek, nas canções "Bem ou Mal" e "Agora", e das ex-integrantes do Rouge, Aline e Karen, que fazem backing vocal em "Cartas para você".

"A gente não tem preconceito musical. Gostamos de vários estilos nada a ver com o NX Zero. Respeitamos bandas sertanejas, de samba de raiz. Cito só esses dois porque são bem diferentes do nosso", afirma Di. Segundo o vocalista, a própria banda já sofreu muito preconceito de pessoas que não aceitavam a nova geração de músicos de rock. Entre as experiências musicais, o NX Zero já tocou com a cantora de axé Cláudia Leitte, de reggae Armandinho, de samba Dudu Nobre, para citar alguns. "Acho que temos que aproveitar os estilos. É importante, porque temos muita coisa boa no Brasil. Juntar as diferenças é o que toca.", concorda o baterista Daniel Weksler, o Dani.

Os cinco integrantes, no entanto, negam que o som do novo álbum tenha adquirido uma batida mais pop rock, por ter menos riffs de guitarra. "A essência da banda é a mesma, tanto é que tem sons mais pesados e sons mais leves. Tem um pouco dos dois extremos.A única coisa de pop é que agora tem mais gente que conhece o CD, mas é o mesmo NX Zero de sempre", contesta Di.

Fama

Com idades entre 21 e 23 anos, os jovens pararam de freqüentar diversos lugares com o assédio crescente. Questionados sobre o que gostariam de fazer se fossem anônimos por um dia, Dani é o primeiro a falar. “Eu queria ir na galeria do Rock. Tem coisas legais. É difícil ir lá”, afirma o baterista. “Queria ir para escola meu, fazer o que eu sempre fazia. Comer uns lanchinhos, conversar com meus amigos das antigas, dormir no sofá. Coisas de gente normal”, diz Di, o mais assediado do grupo. 

Mesmo sentindo saudades de fazer atividades de “gente normal”, nenhum deles pensa na possibilidade da banda um dia acabar. “Eu acho que isso é uma coisa que nem temos que pensar. Não tem resposta. Pensamos no máximo em um futuro próximo.”, afirma Di. “A gente tem um pacto também. Se um dia acabar, montamos uma banda fora do Brasil, mas com os cinco juntos.”, complementa Caco.

E os planos para o futuro? "Pretendo estar em uma mansão com umas garotas", brinca Di. Depois, logo volta a falar sério. "Daqui a dez anos, a gente vai querer ter uma carreira não só no Brasil, mas em outros países também, com mais uns CDs, que nem serão mais CDs", conta sorrindo. Sobre a carreira internacional, eles estão “deixando rolar”. “Tem aparecido umas oportunidades e a gente quer agarrar”, reforça Di

“Daqui a dez anos, eu quero poder dormir na segunda-feira de manhã, só na segunda”, completa brincando o guitarrista Fi Ricardo.

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