“Gonna get myself into it
Gonna get myself into it
Wanna help me do it
It’s a chance of a lifetime”
Rapture, em “Get Myself Into It”
“Alright. In the middle of the nite, it feels alright
But then tomorrow morning.
Oh then you come down.
What if you never come down?”
Pulp, em “ Sorted for E’s and Whizz”
“Oh baby dont you know I suffer?
Oh baby can you hear me moan?
You caught me under false pretences
How long before you let me go?”
Muse, em “ Supermassive Black Hole”
Oba!
Tudo certo?
* Who the fuck is Arctic Monkeys? Who the fuck is Sebastião Estiva?
* Vai, Ronaldo Gordo Amigo do Bono. Deixa o goleiro no chão. Bota o Crouch para dançar robô, Sven. Canta White Stripes na arquibancada, italianada. Paris Hilton falou que o atacante alemão (polonês) Podolski é “hot”. Chris Moyles, um dos DJ legais da rádio mais bacana do mundo, a Radio One inglesa, mantém da Alemanha um blog sobre bola e música. Futebol é pop.
* Eita, nóis! Levanta daí e dança. Hoje é o lançamento mundial do novo single do grupo americano The Rapture. Chama “Get Myself into It” e é espetacular. O lançamento é na página da banda no MySpace. Tão boa para dançar quanto “Supermassive Black Hole”, a música nova do Princ... do Muse. Se alguém conseguir o mp3 desta música, me manda, por favor. A do Rapture, não a do Muse.
* Cacete, o que é esse disco novo do Muse? Já tenho uma cópia do álbum na mão e vai sair pela Warner no Brasil no meio de julho, parece. O disco tem lançamento oficial e inglês na próxima segunda-feira, dia 3. A primeira análise é “cabeça”, mas é assim. “Black Holes and Revelations” tem várias camadas. Isso, camadas. É denso, quase intransponível, e olha que eu já ouvi inteiro umas três vezes. “Starlight”, guitarraça com dedilhado de piano, é um absurdo. Aí, na sequência, entra “Supermassive Black Hole”. Todo esse lero acima é para falar que o CD é o mais experimental do pop desde “OK Computer”. Space rock totaaaaaaal. Ópera dance. Esse Matthew Bellamy, o cantor guitarrista e tecladista, é inacreditável. Todos os outros discos do Muse dão a impressão que a banda tem oito integrantes. Mas na verdade é ele e mais dois. O Muse vai fechar o palco principal do Reading Festival e, pode apostar: aquele palco é pequeno para ele. E olha que o cara é bem baixinho. Já vi o Muse num palco tipo o da Funhouse (SP) e no do Coachella. Acredite: Bellamy é um monstro.
Já sei. Na verdade, “Black Holes and Revelations” é assim: Supertramp encontra Radiohead. Electric Light Orchestra encontra Franz Ferdinand. Sepultura encontra... Ué, o que foi? Estou confuso.
* Ainda estou tentando ir para o Accelerator Festival na Suécia, semana que vem. Mas está difícil...
***************************
ISTO É HARDCORE
Momento sublime da música pop, foi anunciado o relançamento para agosto dos três grandes discos da banda Pulp, em versões recheadas de bônus, demos, b-sides, extras.
Os discos são os clássicos “His N’ Hers”, “Different Class” e “ This Is Hardcore”. O Pulp foi uma das bandas mais queridas que a Inglaterra já forjou. Jarvis Cocker, o vocalista dândi que na verdade não passava de um contador de histórias, tinha uma força impressionante com o microfone nas mãos. Sua falação, seja na música ou nos discursinhos disparados em shows, fazia a molecada chorar. Era uma espécie de Renato Russo indie e com mil vezes mais força. O grande momento do Pulp foi no ápice do britpop, tipo 95/96, quando a cena inglesa tinha Oasis, Blur e Suede no auge. Era uma delícia viver ou passear na Inglaterra nessa época.
* Jarvis Cocker tinha o dom. Fez uma das músicas mais românticas da história contando sobre um passeio de um menino e uma menina a um supermercado, no hino “Common People”. Em "Dishes", do álbum "This Is Hardcore", ele diz que tem as mesmas iniciais que Jesus Cristo, mas não é Ele. "Eu não sou Jesus, embora eu tenha as mesmas iniciais. Sou um homem que fica em casa e lava a louça. Eu não tenho milagres para lhe mostrar. Eu gostaria de transformar esta água em vinho, mas isso é impossível. Eu tenho que secar essa louça. Eu leria uma história se isso lhe ajudasse a dormir à noite. Eu estou fazendo o que posso para ajudar você".
* Um grande momento da história do britpop foi protagonizado por Jarvis Cocker, em 1996, na TV e ao vivo. Na badalada festa de entrega dos Brit Awards, o britpop de Pulp, Oasis e Blur imperou. Mas a atração principal da noite era uma performance de Michael Jackson, com o então novo hit “Earthsong”, em que o megaastro mostrava sua megapreocupação com a natureza e os desmandos dos megamalvados que estavam acabando com o meio ambiente. Consciência, pedia ao mundo o preocupado Michael Jackson. E, óbvio, encheu o palco de criancinhas para ajudá-lo a avisar o mundo. Aí o Jarvis Cocker não aguentou, invadiu o palco e fez assim:
Repara nos seguranças, tentando “elegantemente” tirar Cocker do palco, sem estragar a performance do gênio pop, que seguiu como se nada estivesse acontecendo. O mais engraçado é que depois Jarvis Cocker foi preso e acabou a noite na delegacia, sob a acusação de “assaulting some children”, Hahahaha.
************************
DOSSIÊ DA MÚSICA
O blog da Popload realizou nesta pergunta uma enquete para tentar aferir o quanto e como a música entra na sua vida. Como você ouve, onde, por que meio, em que ocasião. Na verdade tudo para ver se você já largou o CD e só quer saber de mp3. Se o computador é mais seu amigo que o toca-CDs. Paralelo a essa enquete, que alcançou mais de 300 votos de leitores desta coluna e constitui uma população quase toda ela roqueira, recebi uma pesquisa mais ampla e mais geral, feita por Andréa Goulart. Andréia estudou o comportamento musical de 967 estudantes para o portal Centro de Integração Empresa-Escola, alunos estes que curtem de Ivete Sangalo a Ana Carolina, e lembram-se de rock na hora de falar sobre o U2. O interessante é notar que, lá e cá, o resultado caminhou mais ou menos o mesmo.
* Na Popload
- Das 300 pessoas, pelo menos umas 250 falaram que usam o computador para ouvir música. Ou ouvem no carro, mas com CDs montados no computador, com os mp3 baixados ou transferidos de um CD.
- Opinião quase unânime é que o CD está muito caro e uns 25% dessas pessoas falaram que compram CDs originais só em ocasiões especiais ou quando se trata da(s) banda(s) predileta(s). Outra parte considerável diz continuar comprando CDs (apesar do preço) e vinil, principalmente à título de coleção.
- No quesito rádio, quase todos optam por ouvir na Internet. E as mais citadas foram a woxy.com e a lastfm. Muita gente reclamando que não tem coisa boa no rádio.
* No CIEE
- O hábito de baixar músicas pela Internet tornou-se comum para 65% da
amostra, contra 35% que declararam não exercer tal prática. Portanto, verifica-se uma mudança nos modos de acesso à música no meio juvenil. Uma delas pode significar o desprezo pela compra do CD convencional nas lojas,
- A quase totalidade da amostra acredita que o mp3 irá substituir o Cd Convencional, segundo a porcentagem de 82% obtida nesta questão.
- O CD convencional e o computador empataram nas porcentagens da questão “Qual mídia você usa para ouvir música”, alcançando 28% cada uma destas alternativas. Embora nas questões anteriores tenham mostrado a utilização do mp3 nos hábitos dos jovens, o CD continua sendo a mídia mais utilizada para se ouvir música atualmente e o computador, que tanto serve para baixar arquivos musicais da Internet, quanto para rodar o CD convencional e/ou armazenar músicas em determinados programas.
*************************
O “TÁXI DA MORTE PARA A FOFA” E OUTROS NOMES
Está chegando ao nosso mercado de discos o mais recente CD da banda americana Death Cab for Cutie. O disco, o badalado “Plans”, vai aparecer na prateleira de lançamentos perto dos álbuns de grupos de nomes-frase Panic! At the Disco e She Wants Revenge.
A próxima edição do Tim Festival prepara-se para receber, neste ano, os “afirmativos” Yeah Yeah Yeahs! e o Clap Your Hands Say Yeah. E se você vasculhar a internet e se deparar com bandas emergentes como o californiano Eagles of Death Metal e o canadense Death from Above 1979, pegue, compre, baixe. Eles são de matar, mesmo (de bons).
Ainda tem o internacional grupo-frase paulistano Cansei de Ser Sexy (outro nome-frase), que lança em breve nos EUA seu primeiro single “Let’s Make Love and Listen to Death from Above”, com menção à dupla canadense mencionada acima.
Lembra que há pouco tempo, por volta de 2001/2002 as badaladas bandas novas de rock eram batizadas por um nome curto seguido de um simples “The”?
The Strokes, The Vines, The Hives, The Killers, The Darkness, The Datsuns, The Rapture.
Agora o “bom” no novo rock é botar nomes estranhos assim:
* Eagles of Death Metal
banda formada pelo líder do Queens of the Stone Age
* Clap Your Hands Say Yeah
* Death from Above 1979
* She Wants Revenge
* I Love You But I've Chosen Darkness
* Panic! at the Disco
* Turn Me on Dead Man
* Be Your Own Pet
* Say Hi to Your Mom
* You Say Party! We Say Die!
* God's Temple of Family Deliverance
* Shout Out Out Out Out
* Grupo Fantasma
* Working for a Nuclear Free City
* Living Better Electrically
* The Number Twelve Looks Like You
* What Made Milwaukee Famous
* nO things
* “Olá. O nome da banda é Death Cab for Cutie”, costuma anunciar o vocalista Ben Gibbard no começo de um dos shows mais concorridos do atual rock americano.
O Death Cab for Cutie, quarteto de Seattle, é representante de uma larga safra de grupos com batismo esquisito que saído do underground americano para ir escrever seu nome na “Billboard”, na MTV, nos grandes festivais, na TV. “Tiramos nosso nome de uma música que está no filme “Magical Mystery Tour”, dos Beatles”, explicou a este colunista o guitarrista do Death Cab for Cutie, Chris Walla, em conversa por telefone, de Nova York. “Death Cab for Cutie”, a música, pertence à banda Bonzo Dog Doo-Dah, dos anos 60, ela própria de nome esquisito.
“A música do Bonzo tocou em uma divertida cena de striptease do filme dos Beatles. Isso nos marcou”, diz Walla. “Plans”, o disco do Death Cab for Cutie que tem agora seu lançamento por aqui via Warner, representa uma virada do grupo rumo a um certo estrelato.
O DCFC soa como banda nova, mas tem uma firme carreira dentro do rock independente americano desde 1997. “Plans” é o sétimo disco do quarteto, mas o primeiro por uma grande gravadora (Atlantic Records).
Esse interesse de uma “major”, a chegada à “Billboard” e a extensa turnê mundial pela qual atravessa a banda vieram depois que o Death Cab For Cutie teve seu nome engraçado ventilado por um popular seriado de TV: o drama teen “ The O.C.”
Uma das bandas favoritas da estrelinha da série, o ator Adam Brody, o grupo foi parar em trilha de “O.C.”, teve suas músicas colocadas como fundo de cenas-chave, até por fim aparecer ela mesmo tocando ao vivo no seriado, em abril do ano passado.
Quando “Plans” foi lançado, no final de 2005, o Death Cab for Cutie já estava famoso. “Na época as pessoas ainda achava o nome engraçado, mas já estavam acostumadas a ele”, lembra o guitarrista.
Outro fator que empurrou a banda para o estrelato indie é o tom delicado e um pouco sombrio de suas letras. Isso fez o Death Cab for Cutie despertar alguma identidade junto à massa triste e desesperançada que domina o som emo americano. O Death Cab for Cutie, se é que dá para escrever, é um emo-pop carregado por guitarras indies. Por isso que, em shows, o novo single da banda, a balada “I Will Follow You into the Dark”, é cantado em uníssimo por três tribos jovens diferentes do rock americano.
Desde que lançou “Plans” o Death Cab for Cutie não pára. Fez extensa e bem-sucedida turnê americana em conjunto com o escocês Franz Ferdinand, percorre atualmente os festivais de verão da Europa, vai para a Ásia na sequência, volta aos EUA para estrelar o Lollapalooza e uma turnê própria e, parece, está vindo para o Brasil depois disso.
* “Podemos começar a conversar, sim. Mas você pode esperar um segundo”, disse o guitarrista e produtor Chris Walla, em contato telefônico para a entrevista, indo para a sala de embarque no aeroporto de Nova York, sexta-feira passada. “Pronto, passei pelo raio-X. Agora dá para falar.”
A vida do Death Cab for Cutie tem sido intensa, desde que o grupo lançou “Plans”. São shows e mais shows. Aeroportos e mais aeroportos. A agenda de viagens, apresentações, rádios, TVs e entrevistas deve estar ocupando tanto a banda que ela mal tem tempo de saber o que está acontecendo no planeta. Na hora da conversa, o grupo preparava-se para voar para Frankfurt, Alemanha.
Vai ver algum jogo da Copa do Mundo, Chris?
“Por quê? A Copa está sendo na Alemanha?”
Popload - “Plans” é um novo começo de carreira para a banda?
Chris Walla - Dá para ver assim. É o nosso primeiro disco por uma gravadora grande e coincidentemente mostra uma certa mudança no som do Death Cab for Cutie. As músicas estão mais calmas, mais sombrias. E até o nosso nome está mais normal para as pessoas, parece. Menos esquisito.
Popload - Em que a “popularidade” de oito anos na cena independente é diferente destes últimos dois anos em grande gravadora, tirando a exposição maior?
Walla - Acho que somos as mesmas pessoas de antes, com o mesmo objetivo de sempre, que é mostrar nossa música ao maior número de pessoas possíveis. Mas não dá para negar que esse caminho agora está mais facilitado. Existe mais pessoas trabalhando para você, o que permite a banda preocupar-se cada vez mais com o que interessa: suas canções.
Popload – Mas aparecer na trilha e em cena no seriado “The O.C.” e estourar nos tempos da geração download, iPod, MySpace ajuda bastante, não?
Walla - Ajudou incrivelmente. Considero esses acontecimentos a principal razão de estarmos indo onde nunca fomos. Demos muita sorte de pegarmos esse “trem do futuro”, em que os garotos podem nos ver e ouvir em uma série de TV, pensar “Que música é essa? Quem são esses caras?” e minutos depois estar ouvindo algumas de nossas músicas na internet, lendo sobre a banda, conferindo nossa programação de shows. Acredito que esse garoto não vai deixar de comprar nosso disco e, principalmente, vai se interessar em ir a nossos shows. E levar os amigos deles com ele.
*************************
AS BANDAS INDIES MAIS DESEJADAS DO BRASIL
Fechada a contagem de votos que montou o “ultimate” ranking do indie nacional. A lista revela a preferência do leitorado em relação aos nomes das bandas brasileiras, de caráter independente, mais desejadas para compor os elencos dos concorridos festivais do segundo semestre.
Foram 1400 votos e algumas surpresas. Confira o Top 10, que, junto com a lista das bandas gringas, será enviado por este “espaço rocker virtual” às produções de festivais nesta semana que entra.
Você conhece o número 1 do indie nacional?
1 – Sebastião Estiva – 396
2 – Cachorro Grande – 279
3 – Netunos – 212
4 – Ecos Falsos – 199
5 – CSS – 189
6 – Los Hermanos – 175
7 – Drosophila – 156
8 – Liss – 144
9 – Ludov – 138
10 – Nação Zumbi – 129
********************
ENIGMA INDIE: QUEM É SEBASTIÃO ESTIVA?
Ele é de São Paulo? É de Curitiba? É do Amazonas?
Ele é um só ou são vários?
Ele é personagem de “Lost”?
Você sai à noite para a balada, e está todo mundo comentando.
Afinal, quem é Sebastião Estiva, o nome indie mais comentado no Brasil hoje?
Os que também não sabem, os que já ouviram falar e os que de fato já viram Estiva comentaram neste blog/coluna. Monte o quebra-cabeça.
1. “Sebastião, quem!?”
2. “Sobre o tal cidadão, eu ouvi dizer que é a carreira solo do baterista do CSS, é verdade?”
3. “Sei nada da vida dele e agora tô com preguiça de pesquisar no Google. Tu já fez isso, mano?”
4. ”Já ouvi falar sobre esse cara, mas nunca ouvi. Não aquele cara do piano, não?”
5. “O Sebastião Estiva é o Gorillaz brasileiro”
6. “Sim, conheço, ele é do Acre. Conheço pelo Trama Virtual ou My Space; é loiro e tem tatuagem, tá tudo no site da Trama. O resto não sei!”
7. “Não sei quem é o rapaz... É o Tony da Gatorra??"
8. “Sebastião Estiva está na ilha de Lost. Ele é o Desmond, ninguém sabe onde ele está (pelo menos pra quem acompanha pelo AXN, como eu)”
9. “Sebastião Estiva... Joga onde ele?”
10. “Eu conheço o Estiva. Ele cata mulher pra cacete”
11. “Cara, sei que o Sebastião Estiva, quando pode, vai a casa de um amigo aqui no Rio. Esse amigo tem uma banda, acho que Vasos Tímidos, algo assim... Enfim... Rola um som e tudo. Nunca fui, mas dizem que é divertido quando ele aparece”
*********************
PREMIAÇÃO DA SEMANA
Duas sacolinhas Popload carregam os seguintes prêmios, para os que enviarem email ao lucio_ribeiro@ig.com.br, a fim de concorrer no sorteio.
* Um CD da banda Raconteurs, edição nacional. Um livro de quadrinhos do chapado Capitão Presença, o legítimo super-herói brasileiro. Uma “New Musical Express” especial “The Smiths”.
Está nessa?
*********************
RESULTADO DA PREMIAÇÃO
* Camiseta baby-look do Franz Ferdinand
Renata S. Machado
São Paulo, SP
* Pacote com Goldfrapp e Wolfmother novos
Felipe (?)
Belo Horizonte, MG
* DVD do Gorillaz
Milton Cordeiro
São Paulo, SP
********************
AGORA O TCHAU
Tchau!
*********************