
Multishow Ao Vivo
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Tipo: CD |
Gênero: Rock |
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Data Lançamento: 2008 |
Gravadora: SonyBMG |
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Curioso o momento pelo qual passa o pop nacional. Por um lado assistimos à ascensão – e cristalização – de bandas como NxZero e Fresno como novos ídolos de nossa juventude (e temos ainda Mallu Magalhães correndo por fora, tentando abocanhar seu quinhão, numa posição mais confortável e menos histriônica). Por outro, bandas históricas lançam discos ao vivo celebrando suas longevas carreiras. E, colocando lado a lado esses lançamentos/fenômenos, temos um interessante quadro do que aconteceu com a cultura dita jovem no nosso país. Se há no registro dos Paralamas e Titãs certo saudosismo consciente de serem veteranos, há neste Multishow Ao Vivo, gravado pelo Capital Inicial em Brasília, uma tentativa de não só passar a limpo a história, como de se firmar como “a banda antiga mais jovem” em atividade. Os altos e baixos da carreira de Dinho Ouro Preto, Fê Lemos e Flávio Lemos são trasmutados em gritaria pela histeria adolescente de cerca de um milhão de fãs que participaram do show, na Esplanada dos Ministérios, dia 21 de abril – escolhida por ser a data em que se comemora o aniversário da Capital Federal e berço da banda e da explosão roqueira dos anos 80. Em que se pese o fato de que artistas como Roberto Carlos, Caetano Veloso e os Mutantes, entre outros, terem se embrenhado pelo rock nos anos 60 e 70, é com a geração ointentista que se estabelece no Brasil, não por acaso junto com a abertura política, uma cena roqueira de fato, e é de lá que vem os “heróis” de nossos jovens. É na Legião Urbana (e quantos discos póstumos Renato Russo ainda vai nos revelar até o fim de nossas vidas?) que atinge seu ápice e é o Aborto Elétrico – que já havia sido resgatado em especial da MTV, em 2005 – a semente disso tudo. O Capital retoma canções de sua banda-mãe como “Que País é Esse?” (“Geração Coca-Cola”, “Fátima”, “Veraneio Vascaína” e “Música Urbana” constam apenas na versão em DVD). O público conhece e canta junto – e ainda que não haja, formalmente, nenhum viés político nisso, não deixa de ser um pouco irônico o fato de estas músicas terem sido registradas na Esplanada dos Ministérios, com névoas de desconfiança e desilusão pairando sob o céu de Brasília. Faz bem à juventude apática tomar contato com isto; faria mais ainda se houvesse algum tipo de indignação e identificação real com o que é cantado ali. Mas, como mudou a música, mudaram os jovens. E esta geração, criada já num Brasil democrático, não parece mesmo interessada em grandes revoluções. Cantam a plenos pulmões baladas mais recentes do grupo, como “Não Olhe Pra Trás”, “Olhos Vermelhos” e o hit absoluto “Primeiros Erros”. E há ainda “Natasha”, que recolocou o Capital Inicial no panteão dos ícones pop deste século, e que junto com “Quatro Vezes Você” explicam com perfeição o porquê de Dinho Ouro Preto conseguir manter uma espécie de “juventude eterna”, ao menos em sua persona pop. Ele canta sobre o que realmente importa para os jovens de hoje: é a menina roqueira, de minissaia e botas de vinil, vagando pela cidade; são as coisas que são feitas escondidas, como beijar outras meninas. É um hedonismo algo romântico e libertário, que funciona, apesar de soar anacrônico, ainda mais pra um grupo que já tratou da liberdade de modo mais interessante em “Independência”, por exemplo. |
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01. Mais
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02. O Mundo
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03. Independência
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04. Como Devia Estar
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05. Passos Falsos
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06. Eu Nunca Disse Adeus
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07. Não Olhe para Trás
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08. Olhos Vermelhos
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09. Primeiros Erros
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10. Algum Dia
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11. Dançando com a Lua
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12. Natasha
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13. Que País É Esse?
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14. Mulher de Fases
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15. Quatro Vezes Você
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16. À Sua Maneira
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17. Fogo
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